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Rachel Matos | Conheça o perfil, os motivos de quem faz bullying e como evitar que você ou seu filho seja um agressor

O bullying é um comportamento violento, continuado ao longo do tempo, em que há a intenção clara de afligir, intimidar ou agredir outra pessoa. É um abuso sistemático de poder e pode acontecer em qualquer lugar: escola, empresa, etc.

Pesquisas mostram que, de modo geral, crianças ou adultos que cometem bullying são pessoas que:

* Não aprenderam a transformar sua raiva em diálogo;

* Não se importam com o sofrimento do outro. Pelo contrário, sentem-se satisfeitas com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.

* Tem baixa autoestima, no fundo sentem-se infelizes, incapazes ou rejeitadas;

* Escondem algum medo ou frustração por trás.

Geralmente, cometem atos repetidos de humilhação e depreciação para:

* Tentarem ser mais populares no grupo;

* Tentarem obter uma boa imagem de si mesmo;

* Esconderem os próprios medos;

* Tornar outras pessoas infelizes (como ele);

* Vitimar outras pessoas por terem sido vítimas de alguém no passado.

É possível ajudar um adulto ou uma criança para evitar que eles sejam um agressor. Veja algumas dicas:

* Faça um autoexame sobre suas ações do dia-a-dia. Para uma criança deixe claro quais são as ações que humilham, depreciam e agridem as pessoas. Ensine o que é bulllying;

* Identifique ou ajude as crianças a identificarem as próprias inseguranças;

* Reflitam como se sente ao intimidar os outros. Se houver prazer, identificar porquê ver o outro sofrendo dá prazer e encontrar outras formas de resolver as próprias dores que são sanadas de forma errada com o sofrimento do outro;

* Retire-se de grupos de pessoas que te recompensam por intimidar os outros. Ajude os filhos a fazer novas amizades e evitar encontrar com pessoas que exercem má influência;

* Pratique empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro;

* Pratique elogios. Façam mais elogios uns aos outros e reflitam sobre as consequências disso;

* Busque ter opiniões positivas sobre si ou ajude os filhos nesta tarefa, mostrando-lhes concretamente seus pontos positivos, suas potencialidades, etc.

* No caso de pais: dialoguem com os filhos, ensinando-os a resolver conflitos numa conversa. Não transmitam excesso de raiva, impaciência e incômodo em relação aos filhos. Ajude-os a se sentirem amados e aceitos. Pesquisas revelam que filhos rejeitados pelos pais tendem a ser agressivos e fazer bullying em outras pessoas.

* Busque corrigir os erros, pedindo desculpas. No caso de crianças, os pais devem ser firmes em exigir esta postura.

* Procure um profissional especializado em último caso.

Táticas para ajudar as vítimas de bullying são muitas, embora não sejam fáceis. Difícil é tratar o assunto e buscar alternativas que ajudem (além de punir) quem comete estes atos de covardia.

Isso pode acontecer com qualquer família e os pais precisam estar atentos para garantir que os filhos não tenham o perfil de quem comete bulllying.

Vamos ajudar a diminuir os casos de violência! Compartilhem estas dicas!

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Raquel Matos – Colunista Jornal Folha de Ouro

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