Chainlink mira recuperação e lidera desenvolvimento técnico em meio a otimismo do mercado

Empresas

O cenário macroeconômico global começa a apresentar mudanças significativas no sentimento dos investidores, impulsionadas recentemente pela remoção de tarifas sobre países europeus por parte do presidente dos EUA, Donald Trump. Nesse contexto de renovação de ânimo, a Chainlink (LINK) desponta com uma perspectiva de alta robusta, apoiada tanto em seus fundamentos tecnológicos quanto na movimentação recente de preços.

Para compreender o potencial do ativo, é fundamental relembrar o papel que o projeto desempenha no ecossistema cripto. Criada em 2017 por Sergey Nazarov, a Chainlink atua como uma ponte vital, facilitando o uso de contratos inteligentes entre diferentes plataformas. A arquitetura do sistema é composta por dois pilares principais: a infraestrutura on-chain (dentro do blockchain) e a off-chain, que integra dados do mundo real para serem utilizados nos contratos.

Basicamente, as plataformas se conectam a uma rede de oráculos descentralizada da Chainlink. Essa rede utiliza diversos nós para fornecer dados precisos e evitar pontos únicos de falha, uma segurança que atraiu parcerias com gigantes como o Google e a Web3 Foundation. Além disso, o projeto conta com a consultoria de nomes de peso, como Tom Gonser, fundador da DocuSign.

Liderança em atividade de desenvolvimento

A solidez fundamental do projeto reflete-se diretamente na atividade de seus programadores. Recentemente, a firma de análise on-chain Santiment revelou que a Chainlink lidera o ranking de projetos de Finanças Descentralizadas (DeFi) em termos de atividade de desenvolvimento.

Esse dado sugere que os desenvolvedores da Chainlink estão consideravelmente mais ativos do que seus pares em outros projetos DeFi. Na prática, isso indica que o protocolo está sendo construído e aprimorado continuamente, resultando em maior segurança e confiabilidade. Para o investidor, esse nível de comprometimento técnico fortalece a confiança no longo prazo.

Análise de preço e níveis cruciais

No dia 22 de janeiro, o token LINK era negociado a US$ 12,40, registrando uma valorização modesta de 1,05% nas últimas 24 horas. Apesar do ganho percentual parecer pequeno à primeira vista, o interesse dos traders foi intenso: o volume de negociação saltou 26%, atingindo a marca de US$ 522,29 milhões.

Graficamente, o ativo parece flutuar próximo a um suporte chave de US$ 11,90. Esse nível possui um histórico sólido de reversões de preço e tem sido respeitado pelo mercado desde novembro de 2025. Durante esse período, o LINK registrou mais de quatro reversões a partir dessa zona e, agora, parece preparado para repetir esse comportamento histórico.

Se o ativo conseguir se manter acima dos US$ 11,90, como fez no passado, abre-se espaço para um movimento de alta expressivo de 15%, podendo buscar o patamar de US$ 14 nos próximos dias.

Por outro lado, é importante notar que o LINK permanece abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias. Tecnicamente, isso sugere que o momento de baixa ainda não foi totalmente dissipado e o preço pode enfrentar pressão vendedora no curto prazo. Contudo, o histórico mostra que o ativo já registrou movimentos de alta mesmo operando abaixo dessa média, restando saber se a história se repetirá desta vez.

Traders apostam na alta

O mercado de derivativos reforça a tese otimista. Dados da CoinGlass indicam que traders intraday estão seguindo as tendências históricas, aumentando as apostas em posições longas (compradas).

O Mapa de Liquidação da Exchange para o LINK mostra que os traders estão fortemente alavancados em duas pontas: US$ 11,88 no lado inferior (suporte) e US$ 12,72 no lado superior (resistência). Nesses níveis, foram construídas posições longas no valor de US$ 7,81 milhões, contra apenas US$ 2,08 milhões em posições curtas. Essa disparidade indica claramente que os traders acreditam que o ativo dificilmente cairá abaixo de US$ 11,88 no curto prazo.